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Sexismo na publicidade
Campanha #WomenNotObjects quer dar o pontapé inicial na discussão
Por Tiago Bosco em 22/02/2016
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Uma campanha contra o uso do corpo das mulheres nos anúncios está dando o que falar e correndo o mundo. Na peça, são usados exemplos acompanhados de um tom sarcástico e direto. Dizem elas: "Adoro fazer b? [sexo oral] a sanduíches", ou "adoro sacrificar a minha dignidade por uma bebida", e ainda "adoro dormir com homens que não sabem o meu nome". Estes são alguns exemplos da razão pela qual esta campanha chama a atenção. É que critica, e muito, o recurso à sexualidade para vender produtos e marcas.

De acordo com a WWD (http://goo.gl/S0mnfj), a campanha nasceu da simples tarefa de alguém ir ao Google pesquisar por "objetificação da mulher". Não foi assim tão difícil encontrar exemplos discutíveis, com decotes, formas e lábios. O objetivo da autora da campanha, Madonna Badger, da agência Badger & Winters, é dar o pontapé inicial na discussão da sexualidade na publicidade.


A campanha, com o nome We are #WomenNotObjects, foi publicada no YouTube de forma anônima, para testar o impacto e a reação do público. Passadas poucas semanas já caminha para o milhão e meio de visualizações. No Twitter tem havido muitas reações, com recurso à hashtag #WomenNotObjects. "Agora estamos a admitir que fomos nós quem a publicou", disse Badger à Woman"s Wear Daily. "(?) Porque estamos tomando uma posição em que não voltaremos a "objetificar" a mulher novamente em nenhum anúncio, conteúdo e publicações - em qualquer forma de comunicação que fazemos para qualquer dos nossos clientes".

No fim do vídeo da campanha é possível ler algo tão singelo quanto: "Eu sou a tua mãe, filha, irmã, colega, CEO. Não fales para mim assim". Ou seja, pretende ser o murro no estômago para quem aprecia ou pensa neste tipo de publicidade. Mas irá mudar? Bom, segundo a WWD, apenas 11% dos criativos que trabalha em publicidade são mulheres.

O Twitter foi acompanhando a tendência e foi sendo inundado por pessoas e artigos a dissertar sobre a temática. Confira abaixo.









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Sexo e violência não vendem | Atenção, criativos: esses conteúdos não têm o efeito que se pensava - http://revistawide.com.br/marketing/sexo-e-violencia-nao-vendem

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