]]>
E-mail
Senha
Manter conectado
Coordenador do MBA e do Pós-MBA de Marketing Digital da Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Brasil. É Mestre em Administração pelo Ibmec RJ, com MBAs em Gestão de Negócios e Marketing pela mesma instituição. Certificado no programa Advanced Executive Certificate in Management, Innovation & Technology, do Massachusetts Institute of Technology. Cursou o programa de Negociação da Harvard Law School. Graduado em Tecnologia em Processamento de Dados pela PUC-Rio. Diretor Executivo da Infobase, eleita uma das 50 maiores consultorias de TI do Brasil eleita pelo Anuário da Informática Hoje, e da agência IInterativa. Autor dos livros \"Estratégia Digital: Vantagens Competitivas na Internet\", e \"UML Aplicada: Da Teoria à Implementação\" e do best-seller \"Planejamento de Marketing Digital\", que está em sua segunda edição.
Por que as marcas precisam olhar para os podcasts?
Versátil e de baixo custo, a mídia é uma boa opção para se atingir público especializado, sem limitações técnicas ou geográficas - 21/11/2016
Compartilhe no Facebook!Compartilhe no Facebook!

No dia 21 de outubro, comemorou-se o #DiadoPodcast. A plataforma não é particularmente nova no mercado e, até pouco tempo, ocupava um espaço tímido na internet. Nos últimos anos, no entanto, especialmente devido à ascensão dos dispositivos móveis, as empresas já começaram a percebê-la como uma alterativa viável ? e eficiente - para atingir seu público-alvo.

E elas estão certas. Em 10 anos, segundo reportagem da revista Veja, a produção desse tipo de mídia, no mundo, passou de 3 mil para 285 mil. Em 2015, mais de 30% das pessoas que possuem algum tipo conexão ouviram, pelo menos, um podcast. Em 2006, foram pouco mais de 10%. É o triplo da utilização em 10 anos e uma tendência de aumento para os próximos.

Contribuiu para esses números o sucesso de programas como o norte-americano Serial, uma espécie de documentário jornalístico que busca solucionar um crime real. Lançado em 2014, a série tem, entre seus fãs, Darren Aronofsky (diretor de Cisne Negro) e Beau Willimon (criador de House of Cards).

A mídia
Nascido em 2004, o podcast - resultado da mistura de iPod com Broadcast ? consiste em um conteúdo, normalmente áudio, distribuído via RSS e que, nos últimos anos, tem se diferenciado pela diversidade. Atualmente, o que não falta é material para todos os gostos: educação financeira, vinhos, gastronomia, poesias, religião, diversidade sexual, entre outros.

Muito mais que uma rádio "on demand"

Conexão emocional, storytelling e conteúdo de qualidade parecem estar entre os segredos do êxito da plataforma, que tem um público cativo e realmente interessado no que se tem a dizer. Além disso, o usuário pode consumir conteúdo de forma mais versátil: em qualquer lugar, em movimento ou não e, diferentemente do formato de streaming, sem a necessidade de estar conectado à internet.

Um dos casos mais emblemáticos é a cria do site Jovem Nerd, o NerdCast, que afirma ter a média de 1 milhão de downloads/semana. O programa já recebeu anúncios de empresas de diversos perfis, desde as de tecnologia até as de medicamentos. Em 2013, segundo o canal, 47% dos ouvintes afirmaram comprar os produtos indicados nos episódios, mas sua maior fonte de renda é proveniente de programas patrocinados, como foi o caso de A Casa do Baralho, inspirado em House of Cards, série produzida pelo Netflix, que, inclusive, bancou a sátira.

O podcast a serviço do negócio

Para Luciana Bazanella, professora de Marketing de Conteúdo do MBA de Marketing Digital da FGV, o mercado ainda não se deu conta de que a plataforma oferece a possibilidade de mídia nativa, colocando a marca como um parceiro "publisher", sem depender de adblocks. "Tanto para podcasters quando para gestores de marca que queiram atuar nesta mídia, o desafio é, cada vez mais, conhecer a fundo sua audiência e criar conteúdo inteligente, com uma visão mais de "product integration" do que "product placement"", explica Bazanella.

Por demandar menos custos de produção do que um vídeo ou programa de TV, o formato de podcasting pode ser uma forma de atingir e influenciar um público especializado, sem restrição geográfica, por meio de conteúdo próprio e de baixo custo. Com um investimento ínfimo, uma empresa pode entrar nesse jogo e, através de uma ação bem planejada de construção e distribuição de conteúdo, exercer influência e ganhar notoriedade no mercado em que atua.

Compartilhe no Facebook!Compartilhe no Facebook!

Comentário(s)