Portais que tiram a culpa do consumo excessivo
O Consumismo é uma ca racterística do capitalismo e da sociedade moderna, rotulada como “a sociedade de consumo”. É compulsivo, descontrolado e que se deixa influenciar pelo marketing das empresas que pretendem vender seus produtos e serviços.
Existe uma grande diferença entre o consumista e o consumidor. Este compra produtos e serviços necessários para sua vida enquanto aquele compra muito além daquilo que precisa. Segundo a Dra. Aaron Balick, Psicoterapeuta e Consultora Psicológica Inglesa, isso acaba gerando uma batalha interna em cada indivíduo, podendo gerar sentimento de remorso quando alguma boa oportunidade de compra é perdida, ou sentimento de culpa quando o indivíduo compra algo que não precisava.
Mesmo com a crise econômica mundial, o Brasil vem apresentando dados positivos e crescentes para o consumo doméstico brasileiro, o que contribui em grande parte também para o crescimento do mercado nacional de comércio eletrônico. Movimentando R$ 14,8 bilhões em 2010 e com mais de 23 milhões de e-consumidores, a expectativa é que esse mercado movimente R$ 20 bilhões, impulsionado por um total de 27 milhões de consumidores que irão gastar cerca de R$ 20 bilhões via internet, segundo estudos da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.Net).
Dado o crescimento do consumo e a forte evolução do mercado de comércio eletrônico no Brasil, estamos vivenciando um grande movimento para a criação de portais que tirem a culpa do consumo excessivo. O modelo de compras coletivas, que surgiu há menos de dois anos nos Estados Unidos, é um exemplo. Existe uma grande tendência, não só por parte do internauta, mas do consumidor em geral, em pesquisar por barganhas e isso pode ser provado pelo sucesso dos portais de compras coletivas no Brasil. Em 1 ano, são mais de 2 mil sites trazendo descontos nos mais variados tipos de ofertas.
Além dos sites de compra coletiva, encontramos hoje no Brasil diversos portais que reúnem códigos promocionais e descontos de diversas lojas virtuais de varejo online e portais que oferecem recompensas para seus usuários (pontos e prêmios), além dos programas de fidelidade de coalizão, que oferecem recompensa sobre as compras nos mais variados nichos de loja virtual.
Foi seguindo essa linha de raciocínio que chegou ao Brasil o modelo de reembolso/cashback, uma ideia que também veio do desenvolvido mercado de comércio eletrônico americano, que movimentou US$ 197 bilhões em 2010, e que deve crescer cerca de 10% ao ano até 2015, somando US$ 297 bilhões em vendas pela internet.
Aliando super descontos e remunerando os usuários em dinheiro ao invés de pontos, os portais que oferecem reembolso pelas compras são mais um método para diminuir o sentimento de culpa pelas compras.
O desconto oferecido nesses portais ameniza o sentimento de culpa no consumo, uma vez que a necessidade de barganha de preços fica preenchida. Já o reembolso de parte do valor gasto em dinheiro vem como um adicional, pois como a recompensa não é imediata, o cliente considera o valor que pagou como sendo o custo do produto e no futuro, quando recebe a recompensa, percebe que teve um ganho adicional e conseguiu salvar mais dinheiro nessa sua compra.
*Israel Salmen é Sócio-fundador do Meliuz (meliuz.com.br)




