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Edição de jan/fev :: n° 88
O ano de 2012 chegou e as perspectivas para o comércio eletrônico são as melhores possíveis. Mas, afinal, quem vende mais na web? Saiba quais são as lojas virtuais com as maiores taxas de conversão do mundo, conheça as suas estratégias e aumente o seu resultado. Confira, também, tudo sobre Responsive Web Design, conceito que vem ganhando espaço entre designers e profissionais front-end.
Sumário da edição.
A economia dos grandes. E como os pequenos podem florescer, por Julius Wiedemann.
A informação onipresente, por Diego Eis.

Portais que tiram a culpa do consumo excessivo

Tags:, , — Postado por thiago.almeida em 30/11/11

Israel Salmen, Sócio-fundador do Meliuz (meliuz.com.br)

O Consumismo é uma ca racterística do capitalismo e da sociedade moderna, rotulada como “a sociedade de  consumo”. É compulsivo, descontrolado e que se deixa influenciar pelo marketing das empresas que pretendem vender seus produtos e serviços.

Existe uma grande diferença entre o consumista e o consumidor. Este compra produtos e serviços necessários para sua vida enquanto aquele compra muito além daquilo que precisa. Segundo a Dra. Aaron Balick, Psicoterapeuta e Consultora Psicológica Inglesa, isso acaba gerando uma batalha interna em cada indivíduo, podendo gerar sentimento de remorso quando alguma boa oportunidade de compra é perdida, ou sentimento de culpa quando o indivíduo compra algo que não precisava.

Mesmo com a crise econômica mundial, o Brasil vem apresentando dados positivos e crescentes para o consumo doméstico brasileiro, o que contribui em grande parte também para o crescimento do mercado nacional de comércio eletrônico. Movimentando R$ 14,8 bilhões em 2010 e com mais de 23 milhões de e-consumidores, a expectativa é que esse mercado movimente R$ 20 bilhões, impulsionado por um total de 27 milhões de consumidores que irão gastar cerca de R$ 20 bilhões via internet, segundo estudos da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.Net).

Dado o crescimento do consumo e a forte evolução do mercado de comércio eletrônico no Brasil, estamos vivenciando um grande movimento para a criação de portais que tirem a culpa do consumo excessivo. O modelo de compras coletivas, que surgiu há menos de dois anos nos Estados Unidos, é um exemplo. Existe uma grande tendência, não só por parte do internauta, mas do consumidor em geral, em pesquisar por barganhas e isso pode ser provado pelo sucesso dos portais de compras coletivas no Brasil. Em 1 ano, são mais de 2 mil sites trazendo descontos nos mais variados tipos de ofertas.

Além dos sites de compra coletiva, encontramos hoje no Brasil diversos portais que reúnem códigos promocionais e descontos de diversas lojas virtuais de varejo online e portais que oferecem recompensas para seus usuários (pontos e prêmios), além dos programas de fidelidade de coalizão, que oferecem recompensa sobre as compras nos mais variados nichos de loja virtual.

Foi seguindo essa linha de raciocínio que chegou ao Brasil o modelo de reembolso/cashback, uma ideia que também veio do desenvolvido mercado de comércio eletrônico americano, que movimentou US$ 197 bilhões em 2010, e que deve crescer cerca de 10% ao ano até 2015, somando US$ 297 bilhões em vendas pela internet.

Aliando super descontos e remunerando os usuários em dinheiro ao invés de pontos, os portais que oferecem reembolso pelas compras são mais um método para diminuir o sentimento de culpa pelas compras.

O desconto oferecido nesses portais ameniza o sentimento de culpa no consumo, uma vez que a necessidade de barganha de preços fica preenchida. Já o reembolso de parte do valor gasto em dinheiro vem como um adicional, pois como a recompensa não é imediata, o cliente considera o valor que pagou como sendo o custo do produto e no futuro, quando recebe a recompensa, percebe que teve um ganho adicional e conseguiu salvar mais dinheiro nessa sua compra.

*Israel Salmen é Sócio-fundador do Meliuz (meliuz.com.br)

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