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Edição de jan/fev :: n° 88
O ano de 2012 chegou e as perspectivas para o comércio eletrônico são as melhores possíveis. Mas, afinal, quem vende mais na web? Saiba quais são as lojas virtuais com as maiores taxas de conversão do mundo, conheça as suas estratégias e aumente o seu resultado. Confira, também, tudo sobre Responsive Web Design, conceito que vem ganhando espaço entre designers e profissionais front-end.
Sumário da edição.
A economia dos grandes. E como os pequenos podem florescer, por Julius Wiedemann.
A informação onipresente, por Diego Eis.

Orkut, Buzz, Wave, e agora o Google+. Será que o gigante das buscas tem chances no mundo das redes sociais?

Tags:, , , — Postado por tiago em 29/07/11

Por Marcus Yabe

Depois dos fracassos históricos do Buzz e do Wave, o Google perdeu o terreno do Orkut para o Facebook. Para reverter essa história, lançou no último mês o Google+.

“Gigante pela própria natureza”, o Google nem sempre acerta quando o assunto é lançar uma rede social. Mas para essa nova empreitada, o pessoal do Mountain View mergulhou em uma aula de antropologia cultural e psicologia do relacionamento gerando uma plataforma sofisticada que poderá ser sucesso em outros países.

É provável que o brasileiro não se acostume com o conceito usado na construção de suas redes de relacionamentos virtuais, pois o costume nacional é a angariação do maior número de pessoas, mesmo que não haja interação. Faz parte da etiqueta brasileira a disputa pelo maior número de seguidores, fãs e amigos.

O Google+ propõe algo diferente. A própria justificativa no site da rede é intelectualizada e foge do padrão de outras redes sociais. É visível a ideia de criar um ambiente onde as relações humanas do mundo offline sejam reproduzidas com particular similaridade no mundo virtual. O Google precisa ter sucesso com uma plataforma que forneça – como o Facebook – um mapa com diversos padrões de comportamento e relações interpessoais para avançar o seu sistema de publicidade, tornando-o mais assertivo e segmentado.

Por mais sofisticado que seja o discurso de lançamento da rede, a empresa repetiu um comportamento já vistos nos lançamentos do Wave, do Buzz, do Latitude e de outras ferramentas.

O imediatismo move a internet. Hoje, a plataforma é restrita a convites, somente no próximo dia 31 de julho todos terão acesso. A questão que surge é: como uma empresa do tamanho do Google não consegue lançar uma plataforma para utilização imediata? No lançamento do Wave, a empresa optou por deixar a rede de forma restrita por um longo tempo. Atitude que não deu muito resultado. Quando todos puderam acessá-la, já não havia mais interesse, além de não conseguirem entender o seu funcionamento.


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Você realmente precisa de um aplicativo mobile?

Tags:, , , , — Postado por tiago em 20/07/11

Muitas empresas estão investindo em aplicativos mobile. De bancos a fabricantes de sabão, todo mundo quer ter sua bandeira fincada nas lojas de aplicativos mobile. Este movimento tem um quê de “corrida do ouro”, com muita gente desenvolvendo aplicativos mobile porque todo mundo está fazendo, sem uma definição clara de objetivos e, o que é mais importante, sem um estudo de alternativas para se atingir esse objetivo.

Elcio Ferreira, diretor da Visie Padrões Web

Existe uma alternativa às aplicações mobile: são os sites mobile. Recomendo que a empresa avalie, antes de iniciar a construção de uma aplicação mobile, se seu problema não pode ser resolvido por um site mobile.

Sites mobile são multiplataforma.  Já aplicativos para iPhone não rodam em Android, aplicativos para Blackberry não rodam em Windows Phone. Desenvolver um aplicativo que funcione nessas quatro plataformas significa desenhar uma vez só, porém construir quatro vezes, em linguagens de programação diferentes, com APIs diferentes.

Disponibilizar seu aplicativo nas diversas lojas móbile também significa encarar várias exigências burocráticas.

Um bom site mobile, por outro lado, funciona nas quatro plataformas citadas acima, e tem grande chance de funcionar em qualquer outra, sem esforço extra.

Sites mobile usam uma base de código que é aproveitada para desktops. Se você já tem um site ou aplicativo web que atende as suas necessidades, provavelmente, para ter um site mobile, será preciso mexer apenas no que os desenvolvedores chamam de “camada de apresentação”. Caso você não tenha um site ou aplicativo web e decida construí-lo mobile, vai aproveitar boa parte do seu investimento, se no futuro decidir tê-lo também funcionando  em computadores.

Com HTML5, sites mobile podem  executar quase tudo o que uma aplicação mobile faz, incluindo acessar o GPS, ler a orientação do dispositivo (se o telefone está em pé ou deitado), guardar dados no telefone, desenhar gráficos, transições, animações, tocar áudio e vídeo, e até funcionar offline.

Quando você precisa de um aplicativo? Existem situações em que construir um aplicativo é essencial:

Está desenvolvendo um jogo pesado

Ainda é muito difícil, com HTML5, construir interfaces tridimensionais, com gráficos de alta qualidade, muito movimento, respostas rápidas e interação com som.

Precisa interagir com o telefone

Não há uma maneira de um site mobile ler a agenda de contatos do telefone, ou as fotos da galeria, por exemplo.  Embora existam maneiras de, por exemplo,  disparar uma ligação telefônica a partir de um link ou botão.

Precisa de interação precisa com o acelerômetro

Sites mobile, hoje, apenas sabem se o telefone está em pé ou deitado, e mais nada. Não dá para fazer um aplicativo controlado pelo acelerômetro, assim como uma corrida em que o volante é o próprio telefone.

Pretende cobrar por seu aplicativo

Existem alternativas para se cobrar pelo acesso à aplicação ou vender conteúdo dentro dela, e fazem todo o sentido se seu aplicativo for realmente multiplataforma, acessível do computador e do celular.

Se você pretende cobrar pelo uso do próprio aplicativo, é bom avaliar se usar as lojas de aplicativos, em que o usuário compra com um clique, já tendo seu cartão de crédito cadastrado, não é a melhor solução.  Nesse caso, as lojas de aplicativo também vão dar visibilidade ao seu aplicativo.

Seu aplicativo precisa rodar em background

Se seu aplicativo precisa de um serviço rodando em segundo plano, você não conseguirá fazer isso com um site. Por exemplo, se seu aplicativo deve avisar o usuário cada vez que ele se aproximar de um local específico, mesmo que ele esteja fazendo outra coisa no telefone ou esteja com o telefone no bolso.

Há, por outro lado, uma diversidade de situações em que um bom site mobile pode substituir, com vantagens, um aplicativo.  Quando o aplicativo só acessa seu site, como fazem muitos aplicativos de internet banking, que são exatamente iguais ao site mobile do banco. Mesmo que seu site seja um aplicativo web razoavelmente complexo, com animações, gráficos e interações, é muito provável que seja possível fazê-lo funcionar em dispositivos móveis, atendendo a uma variedade de plataformas com um único esforço de investimento.

Quando o aplicativo é só um sistema de cadastro e consulta, realiza cálculos, gera relatórios, etc. Ou quando se trata de uma consulta a serviços web, um mecanismo de chat, um catálogo de produtos, um e-commerce, um sistema de mapas e rotas, um gerenciador de conteúdo, ou qualquer outro negócio que já tenha sido bem resolvido com uma interface web.

Avalie alternativas antes de construir um aplicativo mobile. Talvez você possa, com um site mobile, atingir um público muito maior, com um investimento menor, e ainda tenha uma drástica redução nos custos de manutenção e atualização do aplicativo.

*Elcio Ferreira é um dos pioneiros na divulgação dos padrões Web no Brasil, mantém o site Tableless.com.br e é diretor da Visie Padrões Web, empresa de treinamento e desenvolvimento Web. Programador desde a infância, desenvolve softwares e ensina Tableless, Javascript, Ajax, Acessibilidade, PHP, PythonTom, além de técnicas de produtividade para empresas como Globo.com, Terra, UOL e Editora Abril. Desenvolveu e ministra o treinamento de HTML5 oficial na sede do W3CBrasil.

Os cuidados com a construção e com a exposição da marca “você” nas mídias sociais do ciberespaço

Postado por tiago em 13/07/11

Gustavo Loureiro - professor do MBA em Marketing Digital do Instituto Infnet

Há mais ou menos um ano venho observando e estudando o comportamento dos usuários nas mídias sociais da internet. Meu principal objetivo nesses estudos é entender melhor algumas características da subjetividade contemporânea. Nem sempre consigo entre esses usuários, interações suficientes para entender melhor os seus respectivos comportamentos quando estão usando o Twitter, Foursquare e Facebook e em dois momentos especiais eu mesmo resolvi simular situações inusitadas e inclusive não recomendadas para testar a interação dos usuários diante de uma exposição mais ousada na internet.

O primeiro momento foi em março desse ano quando comecei a escrever um artigo sobre o Foursquare e queria justamente mostrar como era possível mentir durante a dinâmica de interação nessa rede social. Estava sendo ajudado por uma pesquisadora e colega de trabalho para escrever o artigo e num de nossos encontros, estava na biblioteca da faculdade onde trabalho e resolvi dar um check-in em uma Termas no Rio de Janeiro. Por meio da versão mobile do Fourquare, pude selecionar o Termas e dar o check-in, mesmo não estando lá. A grande questão é que meu check-in foi publicado no Twitter e no Facebook e, com isso, muitas pessoas viram essa exposição e como eu nunca tinha feito uma gracinha dessas antes, sem dúvida muitos seguidores ficaram assustados. Foi o check-in onde tive maior interação no Foursquare e foi também um dos tweets que as pessoas mais interagiram questionando justamente o porque de tanta exposição.

Essa minha atitude serviu para citar aqui algumas considerações interessantes que gostaria de compartilhar com vocês. Quando um usuário segue você no Twitter, na maioria das vezes ele te segue, porque você publica algum tipo de informação que interessa a ele, caso você comece a twittar mais assuntos que não são do interesse de quem te segue, pode estar certo que vai perder alguns seguidores no Twitter. Se para você é importante ter a cada dia mais seguidores, não tweet qualquer coisa e uma dica legal é ver como as pessoas classificam você em suas respectivas listas. Ou seja, se você estiver em uma lista com o nome “flamenguistas”, mas no fundo você fala sobre mídias sociais, provavelmente está falando mais sobre o Flamengo do que sobre mídias sociais. Seria interessante rever isso. Como você quer ser visto nas mídias sociais? Como torcedor do Flamengo ou como profissional de mídias sociais? Se der para equilibrar os dois, maravilha, se não der, escolha um deles e vá em frente. Conheço até algumas pessoas que criaram dois perfis no Twitter. Um profissional e outro pessoal, eu particularmente optei por não fazer isso, tenho um Twitter só.

Normalmente os profissionais mais antenados com mídias sociais tem uma preocupação natural com o limite de sua exposição na internet. Nem sempre você fala tudo que pensa ou diz tudo que quer dizer nas mídias sociais na internet, pelo menos deveria ser assim e as causas para uma exposição mais agressiva nesses ambientes podem ser muito arriscadas. Hoje é muito comum vermos vários usuários nas mídias sociais fazendo o famoso marketing pessoal, comentando suas aulas, palestras, participação em eventos e até mesmo parte de sua vida pessoal. Tudo isso na grande maioria das vezes é usado para construir a imagem que você deseja que tenham de você. Disponibilizamos uma quantidade muito grande de dados sobre nossa intimidade e isso é uma das características da subjetividade contemporânea/coletiva. Não vivemos mais com os conceitos da subjetividade do século XIX. Na sociedade contemporânea, o legal é você falar de você. O legal é você se publicisar. Você faz a sua propaganda, você se vende, mas já parou para pensar se você está fazendo a sua propaganda da forma correta e até mesmo para o público-alvo correto?

O segundo momento em que pude refletir um pouco mais sobre as características da subjetividade
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Palesta aberta sobre redes socias e estratégia de negócios

Postado por Flávia Freire em 06/07/11

Ricardo Murer, diretor de tecnologia e inovação da AgênciaClick Isobar, vai ministrar no dia 14 de julho, às 19:30 horas, a palestra Redes Socias e Estratégia de Negócios, promovida pela BBS (Brazilian Business School) e aberta ao público.

Principais temas:
• O fim da fronteira entre colaborador e cliente;
• A evolução das redes sociais e seus impactos no relacionamento com o cliente, o Social CRM;
• O que é Social mídia;
• O que é Social commerce;
• Quais os principais fatores que compõe o planejamento estratégico digital.

Objetivo:
Os novos paradigmas das redes sociais digitais alteram significativamente o cenário corporativo não somente no aspecto tecnológico, mas também de sua comunicação interna e com o cliente (Social CRM), na divulgação e marketing de produtos (Social Mídia) e no comércio de produtos e serviços (Social commerce). Conhecer e dominar este novo universo das redes sociais é essencial para o planejamento estratégico das empresas.

A palestra será realizada no Auditório BBS, que fica na Al. Santos, 745 – Cerqueira César. As inscrições são gratuitas, mas com vagas limitadas. Acesse: www.bbs.edu.br/palestras.asp e garanta sua vaga.

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