Durante muito tempo, negociar na bolsa de valores era algo distante da realidade da maioria dos brasileiros. Não existiam meios de investir em ações de maneira simples e, das poucas pessoas que investiam, praticamente todas dependiam de um intermediário para fazer negócios nos pregões (aqueles em que as operações ainda eram fechadas aos berros).
Hoje, muita coisa mudou. E para melhor. Isso é facilmente percebido quando se vê o crescimento da participação das pessoas físicas no volume negociado diariamente na Bovespa, que era de 21,7% em 2007 e hoje já chega aos 30,67%. Apesar de ainda não ser maioria, o pequeno investidor tem procurado, cada dia mais, novas oportunidades de obter rendimentos melhores do que os oferecidos na poupança e nas aplicações de renda fixa, que em alguns casos têm até perdido da inflação.
A Bovespa tem investido pesado para aumentar sua capacidade de processamento de ordens por segundo, já prevendo um aumento da demanda. A instituição projeta cinco milhões de investidores pessoa física até 2015; hoje, o mercado tem quase 558 mil investidores deste segmento. Mas há algumas barreiras a serem superadas para a entrada destes novos investidores que, em sua maioria, têm pouca ou nenhuma experiência em operações na bolsa. A principal delas diz respeito a plataforma de negociação. Vamos entender por quê.
O mercado institucional (entenda-se por grandes grupos de investimento) normalmente opera através de sistemas complexos de negociação. Porém, o investidor comum, como eu e você, não tem esse “poder de fogo” e utiliza plataformas mais simples, comumente chamados de Home Broker.
Essas plataformas têm como foco o investidor pessoa física, oferecendo recursos mais simplificados para operação na bolsa e a possibilidade de operar de qualquer lugar, de casa, do trabalho ou até viajando. Tudo isso sem intermediários e de maneira direta e instantânea.
No entanto, o mercado brasileiro teve por um longo período uma demanda muito baixa por investidores não-institucionais. Por isso, as plataformas de negociação Home Broker, desenvolvidas neste período, não tiveram qualquer preocupação visual ou de usabilidade para atender os iniciantes no mercado. Além disso, foram desenhadas em uma época em que a internet ainda não tinha se popularizado no Brasil.
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